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PERDIDO
Perdido na bonança do meu corpo
no espaço do meu muito abandonado
perdido no meu tempo e absorto
trabalhador bem mal remunerado
sovina de patrões armam as massas
e muito pouca coisa e rendimento
é vê-lo cotejado pelas traças
na fome acontecida de um momento
trago nas mãos o séquito da morte
na poeira das ruas o sentido
o poder que nos rouba é o desnorte
glória aos deuses todos consumidos
alarga-se a razão irracional
na guerra do saber desporotegido
o ser humano regressa ao bestial
nas armas nos imperios conhecidos...
